quinta-feira, 18 de junho de 2015

Mulheres e o PPA em SC (urgente)



Companheiras Camaradas,

Durante alguns anos, estamos buscando (em vão) orçamento para a construção de políticas de enfrentamento a violência contra a mulher e de assistência às mulheres em situação de violência, por mais que  Deputados e Deputadas incluam emendas no orçamento, não somos contempladas.

A partir da próxima semana, começam as audiências regionalizadas para a construção do Plano Plurianual (PPA), exercício 2016 - 2019. O PPA estabelece objetivos, diretrizes e metas para os próximos 04 anos. É esse Plano que estabelece as prioridades a longo prazo para investimentos do governo estadual e que serão detalhadas no próximo semestre através da Lei Orçamentária Anual, onde poderemos incluir ações e subações.

Em 2014, a Assembleia Legislativa de Santa Catarina aprovou que as audiências regionalizadas deverão ser impositivas, ou seja, tornou obrigatório a execução das prioridades elencadas durante as audiências. 
(De todas as propostas, serão priorizadas apenas 12).

Resumindo: Se o programa não estiver incluído no PPA (agora), não tem orçamento. Se não tem orçamento (segundo semestre), não tem a política pública. Se não tem trabalhador e trabalhadora intervindo e propondo nas audiências impositivas, gestores priorizarão infraestrutura. Se não tivermos mulheres pautando nossas demandas, quem mais pautará?

Considerando o relatado acima e estando de acordo, 
Construímos duas prioridades para serem apresentadas (abaixo e anexo)

Propomos:
1. Que as mulheres participem das audiências regionalizadas (calendário abaixo), priorizando as suas regiões. 
2. Preencham o oficio (modelo abaixo) com as entidades e apoios e protocolem na Audiência. 

Com este protocolo poderemos cobrar as reivindicações, quando da finalização do relatório. 

É de suma importância que estejam organizadas e articuladas para caso haja votação de prioridades.
Pedimos, tambem, para que ajudem na mobilização e divulgação deste importante momento.

Saudações Feministas e Socialistas,

Schirlei Azevedo
p/ coordenação do MMTU/SC

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(Ofício)

À Audiência do Orçamento Regionalizado de ........

Nós, mulheres organizadas através do Movimento de Mulheres Trabalhadoras Urbanas de Santa Catarina (podem trocar por suas associações, sindicatos, centrais sindicais, movimentos) vimos por meio desta, solicitar que entre as prioridades elencadas nesta Audiência estejam os dois Programas anexo relacionados.
Certas do apoio e da compreensão de todos e todas para com nossas reivindicações,
Agradecemos desde já,
Assinam,
(Xxxxxxxxxxxx xxxxx xxx  representante da associação yyyyyyyyy
Xxxxxx  xxxxxx   xxxxxxx conselheira do conselho yyyyyy
xxxxxx....... vereadora do município yyyyyyy
xxxxx...  vereadora do município zzzzzzz
e assim por diante.....)
(Local) (data)

  
(anexo ofício)

Prioridades para as mulheres na Audiência do Orçamento Regionalizado de  (LOCAL)

Programa: Enfrentamento a violência contra a mulher

Objetivo: Fortalecer a implementação e aplicabilidade da Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06) e o Pacto Nacional pelo Enfrentamento à Violência contra a Mulher, por meio de difusão da lei e dos instrumentos de proteção de direitos, bem como por meio de ações educativas para o enfrentamento à exploração sexual e ao tráfico de mulheres, para a promoção de direitos sexuais e desconstrução dos estereótipos e mitos relacionados à sexualidade das mulheres.

Justificativa: A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI), que investigou a implementação da Lei Maria da Penha no Brasil, em 2012 esteve em audiência em Santa Catarina.  Apesar do Governo ter assinado (em 2010) o Pacto Nacional de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, que previa a efetivação da política nacional de enfrentamento a violência contra as mulheres e o plano nacional de políticas para as mulheres, o relatório final da CPMI  recomendou ao estado uma série de ações para a efetivação da Lei Maria da Penha e é com base neste relatório que propomos o programa acima.

Meta para os 04 anos: Implementação dos equipamentos sociais previstos na Lei nº 11.340/06 em cada Regional.

Público Alvo: 3.148.595 Catarinenses



Programa: Atenção à mulher em situação de violência

Objetivo: Promover atendimento às mulheres em situação de violência por meio da ampliação, capilarização, fortalecimento, qualificação e integração dos serviços através de uma Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência e a produção, sistematização e monitoramento dos dados da violência praticada contra as mulheres.

Justificativa: Propomos o programa acima com base na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/06), onde em seu artigo oitavo, afirma que  “A política pública que visa coibir a violência doméstica e familiar contra a mulher far-se-á por meio de um conjunto articulado de ações da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios e de ações não-governamentais, tendo por diretrizes: 1. A integração operacional do Poder Judiciário, do Ministério Público e da Defensoria Pública com as áreas de segurança pública, assistência social, saúde, educação, trabalho e habitação; 2. A promoção de estudos e pesquisas, estatísticas e outras informações relevantes, com a perspectiva de gênero e de raça ou etnia, concernentes às causas, às consequências e à frequência da violência doméstica e familiar contra a mulher, para a sistematização de dados, a serem unificados nacionalmente, e a avaliação periódica dos resultados das medidas adotadas”.

Meta para os 04 anos: Consolidar a Rede de Atendimento às Mulheres em Situação de Violência e o Observatório da Violência contra a Mulher em Santa Catarina.

Público Alvo: 3.148.595 Catarinenses

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Nota de Repudio

NOTA DE REPUDIO AO GOVERNO DO ESTADO DE SANTA CATARINA

MOVIMENTO DE MULHERES TRABALHADORAS URBANAS DE SANTA CATARINA – MMTU/SC

Santa Catarina, 27 de outubro de 2011

O Movimento de Mulheres Trabalhadoras Urbanas de Santa Catarina vem a publico manifestar repudio ao governo do estado de Santa Catarina por entender que é inadmissível aceitar passivamente o descaso do governo com a elaboração e implementação de políticas públicas para mais da metade de sua população.
Como explicar que no Plano Plurianual 2012/2015, em orçamento estimado em R$ 102,7 bi, há apenas uma ação voltada a políticas para as mulheres, que é a ação "Repressão especializada aos crimes - contra mulher, criança, adolescente e idoso", com o mísero valor de R$ 4.000,00 mil, ou seja, R$ 1.000,00 mil por ano. Segundo o PPA, a meta com estes R$ 4.000,00 é atender 40 mil mulheres, ou seja, R$ 0,01 centavo por mulher.
Em função deste total descaso com as Mulheres de Santa Catarina, visivelmente, seguiremos mais 4 anos “sonhando” com orçamento para a implementação definitiva da Lei Maria da Penha e para investimentos em programas de saúde, educação, habitação, geração de trabalho e renda, políticas essas que permitiriam avançarmos no empoderamento de nossas mulheres.
Como se já não bastasse acompanharmos diariamente a violência contra trabalhadores e trabalhadoras da saúde, educação, segurança; o sucateamento dos serviços, a exemplo das OS´s na Saúde, a falta de leitos nos hospitais e a tentativa de privatização do serviço SAMU; há uma previsão de renúncia fiscal na ordem de R$ 20 bi, o que representa 22% do total do orçamento previsto para os próximos quatros anos.
Esta é uma realidade de anos em nosso estado, se avaliarmos o relatório da I Conferencia Estadual de Políticas para as Mulheres (2004) e confrontarmos com o relatório da III Conferência, realizada há alguns dias, teremos a constatação de que em nada avançamos nos últimos sete anos. As reivindicações são as mesmas e tudo indica que a próxima Conferencia será o mesmo “copia e cola”.
Aproveitamos para repudiarmos também a forma como a Comissão organizadora da III Conferencia Estadual de Políticas para as Mulheres conduziu os trabalhos no decorrer desta Conferencia, são momentos de reflexão como o de uma Conferencia que deveríamos unir forças em defesa das nossas mulheres. Presume-se que as mulheres que se colocam a disposição na construção destes momentos estejam realmente comprometidas com o empoderamento das mulheres e na defesa de seus direitos, infelizmente acompanhamos comportamentos e procedimentos totalmente discriminatórios, excludentes e antidemocráticos. E o reflexo está no acima exposto, mais quatro anos sem qualquer intenção de investimento por parte do estado.
A Campanha dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra a Mulher (de 20 de novembro a 10 de dezembro), cujo tema deste ano é “Desde a paz no lar até a paz no mundo: desafiemos o militarismo e terminemos com a violência contra as mulheres”, já tem alvo certo pelo MMTU/SC.

GOVERNADOR COLOMBO, A OMISSÃO DO ESTADO TAMBEM MATA!

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Oficina

28 de fevereiro e 01 de março, no SINTESPE Fpolis, a partir de 16hs
Oficina de Formação e Criação de Alegorias para o dia 08 de março.
Contamos com você!

Tem bloco na rua

Tem Carnaval na Praça,
Em Defesa da Lei Maria da Penha.
Mexeu com a Lei, Mexeu Comigo!

Este ano em que o 08 de março - Dia Internacional da Mulher - coincide com o Carnaval, o Movimento de Mulheres Trabalhadoras Urbanas de Santa Catarina (MMTU/SC), em parceria com: Bloco de Carnaval “Baiacu de Alguem”, Músicos, Compositores e Compositoras da Região, Rede de Educadores e Educadoras Popular, Sindicatos, Federações, Centrais Sindicais, Movimentos Sociais, Lideranças Comunitárias, Associações de Bairros e Mandatos Populares (Municipais, Estaduais e Federais); convidam você, sua família, amigos e amigas, a “colocar o bloco na rua “ em defesa da Lei Maria da Penha, com alegria e criatividade, através do “Bloco Nós Podemos!”.
Esta Lei é uma conquista de toda a sociedade, para erradicar a violência doméstica e/ou familiar contra as mulheres e, hoje, está ameaçada em sua aplicação. Não podemos permitir nenhum tipo de retrocesso ou omissão por parte do Governo, do poder Judiciário, do Legislativo e do conjunto da sociedade.
Venha brincar a terça-feira de carnaval – 08 de Março, a partir das 15 hs, na Praça XV de Novembro, em Florianópolis, e aproveite para registrar seu apoio a Lei Maria da Penha, através de um abaixo-assinado. Pedimos apenas que venham com camiseta de cor branca ou lilás, tragam alegria e apoio a este Movimento. Nos dias 28 de fevereiro e 01de março, estaremos em Oficina para confecção de alegorias.

(Informações no fone: 84381527/ 84231466 )

terça-feira, 8 de fevereiro de 2011

08 de março 2011

MMTU VAI COLOCAR O BLOCO NA RUA NESTE CARNAVAL.
AGUARDEM!!

I Turma de PLPs formada pelo MMTU/SC